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Conheça a última inovação tecnológica para a ciência dos longos arremessos.

No início da década de 1980, os passadores montados nas varas, a maioria de bambu, eram feitos de arame. Após muito uso, testes e desenvolvimento de materiais, uma evolução enorme aconteceu tanto para os caniços quanto para os passadores. Ao invés dos simples anéis de arame, hoje eles são construídos com materiais de altíssima qualidade, oferecendo total confiabilidade no desempenho e, principalmente, na resistência.

Isso vale tanto para a armação metálica quanto para os anéis cerâmicos. No quesito arremessos de longa distância, a última novidade é o modelo de passador conhecido como low rider.





Ele apresenta um conceito diferente do estabelecido há muitos anos no mercado: tem diâmetro menor que o dos passadores convencionais, tendo o primeiro passador apenas 20 milímetros de diâmetro externo e 13 mm de diâmetro interno. O design arrojado não tem apenas motivações estéticas. O sistema diminui os espirais formados pela linha quando saem do molinete em alta velocidade; conseqüentemente, o atrito da linha com o anel interno também é menor, conferindo ao chumbo maior velocidade e distância.





Outra vantagem incontestável do sistema é que ele praticamente acaba com as indesejáveis “laçadas” quando arremessamos. O design arredondado desse sistema não permite que a linha se prenda na base do passador.





A performance dos passadores low rider é otimizada com o uso de linhas de bitolas finas, recomendando-se o uso de linhas de monofilamento com até 0,25 mm, ou linhas de multifilamento também finas.
Pode-se usar normalmente o arranque, sendo o mais indicado o progressivo. Quanto aos molinetes, dê preferência para aqueles do tipo long cast.


> Tipos de passadores

SIC (Silicon Carbide): uma das cerâmicas mais avançadas, desenvolvida para trabalhar em altíssimas temperaturas.
Alconite: tipo especial de cerâmica que oferece resistência, leveza e durabilidade.
Hardloy: anéis em óxido de alumínio polidos em diamantes, para evitar o desgaste da linha.
Titânio: extremamente leves e resistentes à corrosão, são os topos de linha.





> Montagem: o sistema Low Rider é montado em caniços de três partes, normalmente com seis ou sete passadores mais a ponteira. O primeiro passador é invertido, o mesmo valendo às vezes para o segundo também, dependendo da montagem. A distância do reel seat para o primeiro passador é de 120 centímetros.





Dowload do esquema de montagem Fuji (199kb)


> Custo: o conjunto mais barato fica por volta de R$ 300 com passadores paralelos. Caniços montados com passadores originais Fuji irão variar de R$ 800 a até R$ 4000. Não encontramos muitas opções no mercado, e são poucas as lojas que disponibilizam caniços com o sistema até o momento. Uma alternativa bem viável é investir nos passadores e montar o caniço reutilizando um blank que você já tem em casa. Um conjunto de passadores low rider originais da Fuji sai em torno de R$ 250 a R$ 500.





Restrições
Como foi dito, o sistema low rider funciona bem para linhas com bitolas finas. Em algumas regiões do país, contudo, a pesca de praia exige bitolas mais grossas (devido ao porte dos peixes). Há também praias com bastante sargaço e sujeiras que, durante o recolhimento da linha, entopem os primeiros passadores, inviabilizando o uso desse tipo de material. Para esses casos, os passadores low rider não são indicados.


Autor: Marcelo Rubio Esteves
Matéria: Coluna da Revista Pesca Esportiva, Edição Nº 136/Dezembro de 2008.

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