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Esta é a praia do Cassino, segundo informações divulgadas pela Secretaria de turismo do Município de Rio Grande, esta é a maior praia do mundo em extensão.

Uma enorme placa, na entrada do Cassino, anuncia que o transeunte - morador, turista ou veranista - está acabando de chegar na "praia do Guiness, a maior praia do mundo".

Essa praia, que se estende por mais de 220 quilômetros, vai da barra do Rio Grande à barra do Chuí.
Em toda essa extensão, com o passar do tempo, fundaram-se dois municípios, Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, e não só dois, mas três balneários: o do Cassino em Rio Grande, os do Hermenegildo e Chuí em Santa Vitória. E é isto, precisamente, o que eles são: balneários da praia. Porque a praia é uma só, una e indivisível - uma linha reta, em suave declive, sem baías e sem portos, justamente o que lhe empresta a singularidade de ser, de fato a maior praia do mundo.

A minha direita:



A minha esquerda:



Temos aí 1,5 km de raia demarcada.

Praia rasa, de rebentação, a uns 100 metros da beira deve ter uma profundidade de 1,5 metros, depois disso é fundo e é aí que se encontram os peixes.

Não possui essas mesmas caracteristicas em sua totalidade, na foto para a esquerda estamos a 12 km dos molhes, uma construção feita com pedras gigantescas e que entra cerca de tres quilometros mar a dentro, viabiliza e facilita a navegação e acesso ao porto de Rio Grande.



Molhes:



Molhes, vista aérea do braço leste que parte da Cidade de São José do Norte.



Na foto para a direita estamos a 8 quilometros de um naufrágio, um navio de passageiros de bandeira Argentina que errou o canal! Errou e feio! Este naufrágio está na beira da praia e com a maré baixa pode se caminhar sobre o que resta do navio. Naufragou em 1976.

A Turma do E-zine no que resta do Altair:



A partir deste naufrágio, temos uma mudança das caracteristicas da praia passa a ter um grande valo (canal) paralelo e pertinho da beira, cerca de uns trinta metros com uma profundidade maior que dois metros em toda a sua extensão, mais de 200 km, que vai até o Chuí ponto extremo do sul do país, divisa com o Uruguai.

Cada molhe mede aproximadamente 3,500 metros e para chegar lá na frente carregando tralha não é uma tarefa fácil então, a criatividade funcionou e foram criados carrinhos a vela que levam turistas e pescadores até o ponto desejado.



No molhe leste, do lado do município de São José do Norte, não existem vagonetas e só a pé para chegar lá. É habitado pelos primos! hehehehe



A distância entre os molhes é de aproximadamente 800 metros por onde trafegam os navios para o superporto de Rio Grande e também navios que vem até Porto Alegre e pólo petroquimico de Triunfo. Não é incomum que durante a pesca, avistemos grande tartarugas de couro.



Mais algumas imagens:

A Camila ajudando a descarregar as tralhas na nossa chegada nos molhes pela praia do Cassino.



A noite o mar molhou tudo:



Dona Vera treinando, tava frio e garoando:



Hora do sorteio:



Aguardando o início da prova:



O canal de navegação permite a entrada de navios que calem até 40 pés, isso convertido dá aproximadamente uns 12 metros.

Podem ser capturadas várias espécies dependendo da época do ano, são comuns as abróteas no inverno, e daqui até o fim do ano predominam as corvinas. Bagres, papa terras, biterras (papa terra de dentes), espadas, anchovas, garoupas, miraguaias, sardinhas, peixe rei, tainhas, enguias, pampos, e sargos são as espécies que mais ocorrem. No que pese todas essas estruturas não se tem notícia da ocorrência de robalos, provavelmente pela temperatura da água.

Não existem calões chumbados, mas devido ao tamanho das pedras (observe a foto das vagonetas), sempre se encontra um lugar seguro para apoiar o caniço.

Para que todos tenham uma melhor percepção de onde ficam os molhes:



A lagoa dos Patos, que desemboca no mar pelos molhes tem 220 km de extensão e mede 50 km na sua maior largura. É um importante berçário de camarões, das espécies já citadas e incluindo-se aí os linguados.

Um grande abraço.

Autor: José Reis

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