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CHICOTE A R$1 - Os quatro principais tipos de chicotes de praia.

Qual a melhor escolha entre tantos tipos de chicotes de praia? Isso dependerá de uma série de fatores, desde a espécie de peixe procurada e seus hábitos, até o perfil da praia e a isca usada.

Por isso mesmo, é importante ter na caixa uma boa variedade de modelos, sejam eles comprados ou confeccionados por você mesmo. O custo médio de um chicote pronto, nas lojas, é de R$ 2.

Construí-lo em casa sai pela metade do preço: R$ 1. Além da economia, pode ser uma boa terapia para aliviar o stress quando a praia está distante.





A MATÉRIA-PRIMA:

> Giradores: de latão, bronze ou níquel, têm a finalidade de evitar torções na linha, principalmente durante os recolhimentos.
> Rotores: construídos em fio de aço inox ASI-302, servem para o giro das pernadas, dando liberdade de movimentos para as iscas. Podem ser do tipo engate rápido ou fechados, do modelo “asa delta”.
> Miçangas: ficam posicionadas entre o nó de correr e a “perninha” do rotor. Impedem que o orifício do rotor passe ou se prenda ao nó.
> Snaps: também construídos com fio de aço inox ASI-302, funcionam como clipes, prendendo a chumbada no fim do chicote e auxiliando sua rápida substituição, como nas iscas artificiais.
> Linhaita: linha de poliamida 100%, número 40, para confeccionar o nó de correr.





OS PRINCIPAIS TIPOS:




Para que serve: é considerado como o mais o tradicional, usado pela maioria dos pescadores nas mais diversas situações e tipos de praia.

Como é feito: mede, em média, 60 centímetros, com 40 centímetros de distância entre os rotores. O girador e o snap na parte de baixo servem para a troca de chumbadas; o girador de cima é amarrado junto ao arranque. Outra opção é usar um snap, que facilitará a troca de chicotes quando vários forem testados.





Para que serve: é usado quando a opção é por pernadas maiores, com cerca de 80 centímetros. O intuito é que a isca cubra uma área maior dentro d’água. Particularmente útil nas pesca de robalos.

Como é feito: mede cerca de 1 metro, com girador na parte de cima e, embaixo, próximo ao conjunto formado por girador, snap e chumbada, tem apenas um rotor, preferencialmente dos modelos asa delta ou fechado.

RESULTADO:






Para que serve: também é bastante conhecido e antigo, pois existe desde antes da aparição dos rotores. Tem bom aproveitamento principalmente com pampos e outros peixes que ficam acima do fundo.

Como é feito: com a própria linha do chicote. Usa-se um girador em cima e quadro pernadas, com distância de 20 centímetros entre si, e cada uma com cerca de 10 centímetros. Embaixo, girador e snap.

RESULTADO:






Para que serve: tem quase a mesma função do chicote de um rotor, com o diferencial de permitir a movimentação do conjunto inteiro. Também é usado com apenas uma pernada.

Como é feito: tem tamanho médio de 70 centímetros. Usa-se girador em cima e embaixo, e um conjunto de girador e snap com a chumbada solta entre eles. A pernada é amarrada no girador inferior.


VARAL PARA CHICOTES

Esse equipamento, que muitos pescadores chamam de “varal” ou “cabide”, é de grande ajuda na beira de praia, principalmente em torneios. Com ele, temos a oportunidade de deixar diversos chicotes prontos e iscados para o próximo arremesso. Pode ser confeccionado em alumínio ou PVC e comporta vários chicotes, normalmente seis ou oito.







Autor: Marcelo Rubio Esteves
Matéria: Coluna da Revista Pesca Esportiva, Edição Nº 125/Janeiro de 2008.


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