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Pescaria noturna

Uma pescaria tão boa quanto à diurna.

Estamos sempre acostumados ao cronograma de uma pescaria normal, logo cedo ao amanhecer do dia estamos com os pés na areia contemplando o nascer do sol para um longo dia de pescaria.

Muitas vezes pensamos em inverter esses horários habituais e realizar uma pescaria noturna na praia, mas requer incentivo, disposição e principalmente companhia para esta empreitada.

As dúvidas são várias, quanto aos tipos de iscas, tipos de peixes, sobre o que levar e a segurança dos locais de pesca.

A pesca noturna é muito prazerosa e menos cansativa que uma diurna, também bastante produtiva quanto à quantidade e diversidade de espécies. Por várias vezes saem dublês, os bagres sari e bandeira são a maioria, maria luiza, oveva, betara, parati, arraia, corvina e as inusitadas cobras dão as caras.





Um dos principais fatores que devemos observar é a segurança do local de pesca, para não ficar totalmente desprotegido e vulnerável, convide um grupo de amigos (por volta de 10 pessoas), para ter maior tranqüilidade quanto a assaltos.

Durante noite dispensamos o uso de protetor solar, mas o “repelente” é obrigatório, calça leve e camisa comprida, ajuda bastante contra os indesejáveis pernilongos e os borrachudos do final de tarde.

Para iluminar os apetrechos podemos levar lampião a gás e diversos tipos de lanternas, porém as lanternas de cabeça com LED, estão sendo muito utilizadas pela luminosidade e economia, ela custa por volta de R$25,00 e fica acesa até por 120h e as baterias são bem em conta, normalmente tipo AAA ou pastilhas.

Agora é reunir a turma, consultar a taboa de marés, levar os petiscos e se aventurar nos mistérios da pescaria noturna.





O que usar

Os materiais mais indicados são caniços de 3,9 a 4,2 metros, de ação média e rápida, formando conjunto com molinetes médios e grandes de 4000 a 6000. Procure transportar o equipamento em bolsas fechadas e só abri-las no local da pesca para evitar quedas de apetrechos que certamente ficarão perdidos e conferi-los na volta.





> Linhas: podemos usar seguramente linhas de 0,18 mm a 0,30mm depende da preferência e segurança de cada pescador pelas bitolas.
> Anzóis: médios e grandes, como os modelos Maruseigo 14 - 22, Yamajin 1/0 - 2/0, Mini Shiner hook 1, Hansure 12, Izumedina 12 e Suzuki 16 são boas indicações.
> Iscas: mesmo sendo uma pescaria noturna, as iscas naturais permanecem quase que as mesmas, camarão ferrinho, sete barbas e branco, corrupto, minhoca de praia tem grandes resultados, para arraia e bagres filés de sardinha e de outros peixes são uma atração a mais.
> Chicotes e pernadas: chicote convencional de dois rotores com distância de 70cm entre os rotores e pernadas de 50cm.
Como não conseguimos precisar a olho nu os canais como fazemos durante o dia, variamos as distâncias dos arremessos e recolhemos um pouco a linha até fixar o chumbo.
Dependendo das condições do mar, usamos pirâmides de 70 a 120 gramas, ou chumbos arredondados como carambola e o beach-bomb para um arremesso mais longo.


Luz química.

Como não enxergamos nada, fixamos uma “luz química” na ponta do caniço com durex, são conhecidos como Starlight, duram por volta de 08 horas e são muito usados em pescaria embarcada, mas no nosso caso ajuda demais a visualização da ponta do caniço, custa apenas R$1,00 e o pacotinho vem com duas unidades.





Autor: Marcelo Rubio Esteves
Matéria: Coluna da Revista Pesca Esportiva, Edição Nº 139/Março de 2009.


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