O que é o Guia Pesca de Praia Fórum Desafios GPP Loja Virtual Comunidade no Orkut Rádio GPP Entre em contato Home Fórum
Presente em muitas de nossas praias, ela é uma das boas iscas encontradas no próprio local de pesca. Mas é preciso saber “pescá-la” antes de usar.





Além da verificação minuciosa do material que será usado, para sermos bem sucedidos em nossas pescarias devemos dispensar também uma atenção muito especial às iscas que iremos utilizar; afinal, elas invariavelmente terão uma enorme parcela de importância no resultado final de nossas empreitadas. Das inúmeras iscas frescas que podem ser encontradas nas próprias praias, escolherei como tema da vez a chamada minhoca de praia (Australonuphis casamiquelorum), um poliqueta da família Eunicidae que apresenta bons resultados com betaras, maria-luízas, cocorocas, bagres e principalmente pampos, embora não seja encontrada em todas as praias.


> Captura:
Nas praias com areias mais escuras e “duras”, a minhoca é atraída na maré baixa com restos de peixe colocados na entrada de sua toca, identificada por pequenos furos na areia. Quando ela aparece para pegar a “isca”, deve ser puxada com os dedos polegar e indicador para fora com cuidado, para não romper seu corpo. Segurando sua cabeça por alguns instantes, ela se entrega e se solta da areia. Há pescadores que usam, ao invés dos dedos, um pedaço de linha de náilon em forma de laço. Também existe um alicate plástico com mola, específico para a função, encontrado em lojas de pesca ao custo médio de R$ 15. Em praias de areias mais claras e fofas, costuma-se usar uma enxadinha para chegar até ela. O pescador trabalha como se estivesse “fatiando” a areia nas camadas mais úmidas, a cerca de 30 centímetros de profundidade. Em poucos minutos, pode-se encontrar várias delas de bom tamanho.

O Beto da Vila Mirim em Praia Grande/SP, é um especialista na captura das ágeis minhocas.











> Conservação:
As minhocas são conservadas com fubá e embaladas em saquinhos plásticos, bandejas de isopor ou jornais. Então, podem ser congeladas.


> Como iscar:
Cada pescador tem sua forma e preferência de usá-las no anzol, confira três sugestões delas a seguir.


(FORMA 1) Pegue uma minhoca de cerca de 20 centímetros e a posicione na curvatura do anzol pelo meio do corpo. Dê duas voltas na curvatura a fim de fazer uma “bolinha” e, sem seguida, suba enrolando-a na haste do anzol e em parte da linha da pernada. Finalize prendendo com fio elástico. Iscada, ela ficará com cerca de sete centímetros. Essa forma é usada quando se visa a captura de peixes maiores.





(FORMA 2) Trance, pela ponta do anzol, pedaços curtos da minhoca várias vezes até chegar à haste daquele. Depois da última trançada, deixe cerca de um ou dois centímetros, cortando o excesso com o auxílio de uma tesoura. Finalize com fio elástico.





(FORMA 3) De forma semelhantes à anterior, comece trançando a minhoca no anzol algumas vezes. A diferença é que se devem deixar gomos maiores no trançado e na ponta de sobra. Finalize com fio elástico, deixando a ponta do anzol bem aparente.





Uso consciente
As minhocas de praia não vivem em colônias muito grandes e, como os tatuís, corruptos, sarnambis e outros, têm um papel importante no funcionamento do ecossistema dos locais onde são encontradas. Por isso, capture apenas a quantidade necessária para a pescaria, de forma a causar o menor impacto possível sobre as populações desses animais.


Autor: Marcelo Rubio Esteves
Matéria: Coluna da Revista Pesca Esportiva, Edição Nº 157/Setembro de 2010.


HOME | TOPO