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Molinete. É aquele “aparelhinho” que se adapta ao caniço ou vara de pesca e nos permite ter em mãos grande quantidade de linha para que com o auxilio do caniço podemos alcançar distancias mais longas, bem como “brigar” com os “bichos” de maneira que nos dá a chance de obter melhor resultado. Bem, o molinete para começo de conversa não é um “guindaste”, ele não foi feito para “rebocar” peso e sim para recolher a linha de pesca e possibilitando fazer nossos “casting” mais longos. Costumo ver em minhas pescarias muitos pescadores que fazem do molinete um verdadeiro guindaste. Completamente errado. Quando se captura a peça, usamos a técnica de puxar cuidadosamente o caniço para “traz”, e quando o projetamos para frente, junto com este movimento então se recolhe a linha de maneira a não deixá-la “frouxa”. A linha deve estar sempre “esticada” para o recolhimento da peça, não permitindo que vá embora. Este é o objetivo principal do molinete. Longo alcance de lançamento e facilitar a captura do pescado


TAMANHO
Cada caniço tem sua característica. Se pequeno, um molinete pequeno, compatível com seu tamanho, se médio ou grande, seguindo o mesmo princípio. Uma vara, por exemplo, de 3,90 MT, usamos um molinete tamanho médio com uma leve tendência para grande como exemplo um Daiwa BG-20. Hoje o mercado apresenta uma infinidade de modelos, onde temos a oportunidade de escolhermos o mais adequado para a montagem de nosso equipamento. Aqueles “long casting”, são hoje os mais procurados, em pelo fato de facilitar a sadia de linha e, portanto não causar atrito e com isto obtermos “casting” ou lançamentos mais longos. Não adianta termos um caniço grande e um molinete pequeno ou uma vara curta e um molinete grande. O conjunto deve ser harmônico de maneira a permitir o equilíbrio do material e assim permitir ao pescador um maior conforto e aproveitamento do material. Se a distancia desejada é longa, então uma vara longa e um molinete “médio p/grande”; se o objetivo é pescar perto da arrebentação, então uma vara curta e um molinete pequeno.

O molinete nunca deve estar com sua “fricção” apertada. Este procedimento é completamente errado. A fricção do molinete deve estar sempre em harmonia com a linha que se esta usando. Por exemplo, se a linha tem capacidade para 10 kg, então ele deve estar calibrado para soltar a fricção quando a força nele exercida chega à aproximadamente 1/3 da capacidade da mesma, com isto evitamos que a linha se parta se exigida a trabalhar quando o peixe estiver puxando. É muito comum ouvir estória de pescador que deixou a fricção apertada demais e com o “tranco” da peça lá se foi vara, molinete etc. para dentro d’água, e mais comum ainda arrebentar a linha.


CUIDADOS
O molinete não exige cuidado extremo. Ele deve ser lubrificado de 3 a 4 vezes ao ano, com uma graxa de preferência sem cheiro, e de boa qualidade. Um exemplo, graxa usada para lubrificação de arma. Porém é de suma importância, sempre que voltar de uma pescaria, lavá-lo em água “doce” e “corrente”, e deixa-lo secar. Um bom jato de água doce não faz mal a ninguém e principalmente ao nosso equipamento de pesca. Nunca deixa-lo direto em contato com o chão, areia, terra e principalmente água do mar. Se for inevitável que ele entre em contato principalmente com areia, lavá-lo imediatamente e se possível use outro. É sempre bom ter dois ou três de reserva quando vamos pescar. Nunca sabemos o que pode acontecer. É comum observarmos alguém lavando o molinete e mesmo o caniço na água do mar. A água do mar além do sal existe uma enorme quantidade de areia finíssima que entra no molinete e faz um estrago que você nem imagina. O melhor cuidado para nosso equipamento de pesca é “Água doce e mais nada”.

Para se obter um bom arremesso, devemos colocar a linha desejada até o limite do carretel, ou seja, quanto mais cheio melhor. Além de facilitar o arremesso, possibilita a saída mais fácil de linha, além de possuirmos em mãos, uma grande quantidade de linha para a “briga”.

Costumo nos meus colocar uma linha mais grossa embaixo e nos últimos 200 mt, então colocar a linha principal, com a qual irei pescar. No molinete citado, com capacidade de aproximadamente 400 a 500 mt de bitola linha 21 mm, para evitarmos um grande custo e desperdício de linha nova, costuma colocar uma linha 35 mm de baixa qualidade primeiramente e nos últimos 200 mt da linha principal e de boa qualidade, que é a que iremos “trabalhar”.

A linha principal deve ser trocada periodicamente. Isto depende muito de quanto você pesca, mais mesmo que você não vá constantemente, ela costuma ressecar comprometendo a boa qualidade, portanto trocar a linha de 2 a 3 vezes ao ano também é saudável para nossa pescara. Basicamente o molinete é isto, sem muita frescura, fácil de se cuidar e um importantíssimo material de trabalho. Cuide bem do seu.

Autor: Geraldo Granado de Sousa Romeu

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